terça-feira, 17 de março de 2009

SIM às cotas raciais!


A educação nas redes públicas de ensino tem muito que melhorar, isso é fato. Há quem afirme que tais mudanças devem ser feitas na base, ou seja, haver a presença de um governo que altere tal quadro de má qualidade de ensino. Porém, é hipocrisia afirmar a solução será advinda a partir da política governamental, portanto o recurso mais viável de alterar a realidade atual das universidades públicas, de só as elites de escolas particulares e a grande parcela de estudantes ser composta por pessoas brancas, é indubitavelmente através do sistema de cotas.
É certo que os negros ao passarem no vestibular são “etiquetados” por cotistas, que tiveram uma melhor chance de ingressar na faculdade. O que estes mesmos cotistas não podem esquecer é que estão ali pelo mesmo objetivo dos demais alunos, e que não importa a forma que conseguiram alcançar esse grande passo, eles vão ter a oportunidade tão almejada de conseguir um bom emprego. A raiz do problema não é extinguir a dívida histórica que se tem com os negros atualmente, pelos passados séculos de escravidão, em que os negros eram objetos e somente após demasiado tempo de luta, foram conseguindo penetrar no cenário econômico-social do Brasil. A questão principal a ser debatida é o racismo exacerbado dos brasileiros, povo tão miscigenado pelas mais diversas etnias, e ainda assim tão preconceituoso. É este mesmo povo que em sua maioria é contra o sistema de cotas, alegando ferir o princípio da igualdade. Este princípio é ferido quando se vê apenas brancos no quadro político do país, os mais altos cargos na mão de pessoas brancas, nenhuma pessoa negra ter ocupado o cargo de presidente da República Federativa do Brasil; e por outro lado ver frequentemente negros em subempregos, como o de empregados domésticos, garis, flanelinhas, camelôs, responsáveis pela limpeza de empresas, etc.
Então, ressalta-se novamente que a maneira mais honesta e realista de mudar esse quadro de desigualdade no país é mediante o sistema de cotas, já que o racismo não tem dado essa chance de mudança.
E por final, é apoiada a opinião de Dworkin, em que ele afirma: “Eu defendo que uma sociedade sem preconceito racial e sem estereótipos tem probabilidade maior de ser justa na distribuição de riquezas e também tem maior probabilidade de ser melhor para todas as pessoas, em muitos outros aspectos. Parece-me que a questão ao Brasil é se as cotas em discussão tornariam a sociedade melhor no futuro, nesses aspectos. Não acho que um suposto direito à compensação deveria figurar no argumento”. Nesta afirmação ele sustenta que o argumento das cotas não é uma “compensação”, mas sim uma igual distribuição.

2 comentários:

Anônimo disse...

Dear Brazilian friend Lidi...
Acabo de leer tu articulo acerca de la educacion y las desigualdades sociales existentes en tu pais, quedate tranquila que es una enfermedad que aqueja a america latina en general...
La pobreza y las malas condiciones de las escuelas ademas del racismo son cosas que se vivne en cientos de escuela des Argetina, mi pais...
Yo creo que America Latina en general se levantara como un bloque importante del mundo el dia que las clases gobernantes le presten atencion al sistema educativo vigente, y hagan una reoganizacion del mismo, mientras tanto, por mas economia que manejemos, seguiremos siendo el "3er mundo"....
Recuerda, la educacion es la base de todo pais civilizado " ;)
Besitos!

Biel

Anônimo disse...

lili fiu fiu :P
gostei do teu blog mto interessante msmo
um bjo
saudade de tu
;*